1º Graccho-Cardosense da Academia Sergipana de Letras


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Secretário da Academia de Letras Groairense
Neste ano de 2021, a Academia de Letras Groairense completa 04 anos de fundação. Naquela oportunidade, pedi aos confrades que expressassem suas impressões sobre o que acontecia naqueles dias nas terras do Padre Mororó. O Dr. Antônio Augusto Martins Melo continuou a escrever sobre a festa de referência da cidade, a festa da nossa padroeira, que agora publico por oportunidade da celebração dos quatro anos da nossa sodálice.
A convite do meu amigo e confrade da Academia de Letras Groairense – AGL, Domingos Pascoal de Melo, a quem não posso deixar de assistir devido à merecimento da ação libertadora no impulso criativo originário da AGL, tentarei traçar, em poucas linhas, meu olhar sobre a Festa de Nossa Senhora do Rosário em Groaíras em 2017.
Escrever sobre Groaíras é um dever que poucos cumprem, pois é uma forma eficaz de registrar nossas memórias e parte da história da cidade que amamos. Para mim, sem dúvida, é um desafio. Não se trata unicamente de transcrever paixões, todavia de libertar o escritor preso em suas observações privadas que, na escuridão silenciosa, influenciam poderosamente o ser …
Eu começo como o fazendeiro. Antes de plantar, ele prepara o terreno para a semeadura. Como ele em sua arte, para escrever preciso “arar” para que minha escrita brote sem “azedas”. Assim, convido o amigo leitor a se livrar de preconceitos antes de me interpretar. São unicamente perspectivas e cada uma tem a sua.
Alerto para o fato de que escrevo com uma “caneta vermelha”, pontuda, apaixonada, que esquadrinha o papel e fere o leitor desatento e apaixonado pelo pensamento contraditório corajosamente exposto.
Não quero ser vítima do que escrevo. Quero ser protagonista de uma cidade de novo em construção. Logo, vamos ao que interessa!
Perspectivas da Festa de Nossa Senhora do Rosário em Groaíras-CE.
Neste ano de 2017, a Festa de Nossa Senhora do Rosário seguiu o seu roteiro clássico. Começou no dia 27 de setembro e terminou no sábado, dia 7 de outubro.
Muitos foram os acontecimentos positivos vividos nestes dez dias em que o povo católico de Groaire exerceu a sua fé e devoção ao Santo Padroeiro, cuja imagem repousa no topo do altar com o rosário nas mãos ”[…] me pedindo para orar […]”, Conforme registo do poeta Luís Cassiano Feijão.
Foi a primeira festa da padroeira conduzida pelo novo pároco da cidade, pe. Antônio José. O moça sacerdote, com instrução em psicologia, adoptou uma metodologia inovadora e eficaz no que diz consideração à socialização e valorização do povo de Groaire, envolvendo as famílias na consolidação dos actos religiosos de festa. A cada dia, certas famílias da cidade eram homenageadas na igreja até que, ao longo dos dez dias de festa, todas fossem contempladas. Estes participaram dos atos da igreja e compartilharam um pouco de suas conhecimentos com os demais fiéis presentes na igreja católica para o exercício da fé.
O papel do pastor neófito é entendido como o minuto em que o líder católico rompe as barreiras construídas em períodos anteriores, se aproxima da população, se apresenta e apresenta as diretrizes de seu ofício na condução dos trabalhos da Igreja. A ideia inicial é que isso aconteça de forma coletiva, em um exercício repetido de aproximação da Igreja com os fiéis.
Quanto aos eventos vividos na Festa de Nossa Senhora do Rosário, dois vão marcar a história da Groaíras. Foram eles a instalação da Academia de Letras Groairense – AGL e o lançamento do livro “Groaíras Nosso Pedacinho de Chão”, do escritor Raimundo Nonato Ximenes, querido Dr. Ximenes, cidadão que surpreende pela eloqüência e lucidez de sua inteligência na o auge de sua vida 94 anos.
A Academia de Letras Groairense – AGL foi instalada em sessão solene efetivada no dia 4 de outubro no prédio da Escola Monsenhor Linhares, tendo como patrono aquele que foi o maior educador de Groair e um dos principais responsáveis ​​pela “construção” do imaginário de Groair: Monsenhor Raimundo Limpador Tavares Moreira.
O ato teve começo às 19h00 e terminou por volta das 22h00, sob a presidência inicial do Dr. Domingos Pascoal de Melo e com a presença de parte da sociedade Groairense. Coube ao Confrade Pascoal empossar o primeiro Presidente da Academia de Letras Groairense, a professora Edna Maria Mendes Rodrigues, que nesse caso empossou 30 acadêmicos fundadores efetivos, 09 fundadores honorários, 05 fundadores benfeitores e 02 bolsistas fundadores correspondentes. O confrade Domingos Pascoal de Melo, fonte da qual “brotou” a associação literária de Groair, foi proclamado pelos demais sócios como seu presidente honorário. Para mim, é relevante registrar-me neste escrito que é meu, foi a honra de tomar posse como Secretário-Geral da AGL. O desafio é grande, todavia o alvo é Groaíras.
A parte musical da festa ficou a cargo da Banda Musical da Associação Tobias Cassemiro – ASTO, Banda “Sons de Clara”, dirigida pelo Maestro, professor Doutor em Geografia, Márcio Luís Alves Paiva.
A cobertura jornalística do caso foi feita pelos blogs do Tide e da Motinha, tendo o caso sido transmitido ao vivo pela Rádio Itamaracá FM sob a direção de seu presidente, Francisco Grijalba (Miúdo).
O dia 5 de outubro, tudo devidamente registrado na programação solene da Festa de Nossa Senhora do Rosário, foi especial pelo lançamento do livro que, se não me engano, é a oitava obra literária do escritor Raimundo Nonato Ximenes e a segunda em que trata especificamente de coisas de Groairas. O caso decorreu depois da missa das 19 horas desse dia, no lado esquerdo da igreja, em frente à residência paroquial e disse com a presença de muitas pessoas de Groairaire e visitantes que vieram homenagear o grande mestre.
O Dr. Ximenes, como é carinhosamente conhecido no meio social groairense, é a maior referência viva da historiografia contemporânea de sua cidade, sobretudo pela dedicação e cuidado no exercício de uma de suas profissões, jornalista e correspondente do Imprensa cearense. Nessa obra, ele tece com maestria o cenário e a apresentação de sua terra na “Terra do Sol”. Assim, “Groaíras Nosso Pedacinho de Chão”, obra na qual dei a minha parte de contribuição, é um documento relevante na história da Groaíras, e traz em si orientações ao olhar concentrado dos historiadores da cidade. É uma obra de registo e desafio a quem se atreve a desvendar o norte da história da Groair presente nesta obra do imortal, cadeira 01 da Academia Groairense de Letras, confrade Raimundo Nonato Ximenes.
Outro aspecto positivo da Festa da Padroeira de Groaíras foi a mínima intervenção modeladora da atual Administração Pública municipal ao entregar, depois de longos anos, os bancos à praça principal. Não se tratava unicamente de entregar os bancos à população, tratava-se de expandir seu número. O ato não se restringe ao embelezamento do lugar público. O maior benefício entendido como a promoção da socialização das pessoas de Groair e seus visitantes. Os bancos da praça, adquiridos mediante doações de diferentes famílias da cidade, permitiram que o povo voltasse ao que é um centro de excelência em termos de encontro.
De referir que a Festa de Nossa Senhora do Rosário, principal acontecimento festivo do calendário cultural local, não se restringe à população católica. Esta é a única época do ano em que todas as pessoas de Groair e os incontáveis ​​visitantes, sejam groair ou não, independentemente de sua religião, se encontram. Não conheço outro caso de tal intensidade aqui nestas terras do Riacho. Claro, é uma questão de ponto de vista. Acredito que este seja o pensamento predominante.
Quando se trata de minhas perspectivas, não posso fugir das minhas verdades, da inquietação e do desconforto que me impedem de adormecer e me condenam a uma prisão dolorosa e semi-introspectiva, que não é total devido à minha “boca grande” , Falo muito e vou contra as regras bíblicas de inteligência, tais como: “O tolo não gosta de inteligência, todavia gosta de espalhar o seu pensamento” (Provérbios, 18: 2). Perdoe-me a premissa bíblica, todavia pensar e ficar em silêncio são exercícios de dor. Prefiro a interpretação de “ausência de inteligência” verbalizada em relação aos meus casos pessoais e ao meu país do que o silêncio ou anonimato dos covardes. É neste aspecto que começo agora a registrar o que considero pontos “inconvenientes” da Festa da Padroeira Nossa Senhora do Rosário, em Groaíras.
O primeiro ponto de preocupação deveu-se à organização ou ausência desta em relação ao entorno da praça principal. Até a igreja, um dos cartões-postais da cidade, desapareceu face ao desarranjo estrutural das “bouncy boules”, camas elásticas, arquibancadas, tendas e outros atrativos que sozinho beneficiaram a iniciativa privada dos tradicionais mascates nestes tempos festivos e que nada ou pouco não se beneficiam mais na cidade. Desse modo, o que a intervenção modeladora da praça da matriz trouxe para o primeiro plano, tendo em vista o exercício de “beleza” daquela praça durante o ato principal do calendário cultural em Groairair? Sinceramente, não entendo! Espero que a crítica seja recebida como algo construtivo e não sirva como instrumento de desconstrução da minha pessoa.
Outro facto espantoso que, logo após o fim da Festa da Patroeira, continua a causar espanto é o furto de energia eléctrica de logradouros públicos à volta da praça pela iniciativa privada sem intervenção do Governo constituído. O que vejo são pessoas lucrando com o uso da energia elétrica paga com o dinheiro do contribuinte. Isso não é entretenimento, é um crime. Estou ansioso por uma solução ganha-ganha.
O tempo passa e mais uma vez me deparo com a inteligência bíblica: “Melhor é conceder de cara com uma ursa que perdeu os filhotes do que um tolo que diz bobagem” (Provérbios, 17:12). Neste caso, para não ser rotulado de “idiota”, fecho esta escrita empolada, pontiaguda, concreta, íntima, libertadora… sincera. Cale a boca, “maldita boca”!
Groaíras-CE, 15 de outubro de 2017.

O texto acima é opinião do criador e não representa o pensamento do Portal Infonet.

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