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A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou nesta segunda-feira (4) a terceira dose da vacina anti-Covid fabricada pela Pfizer para todos os adultos saudáveis, a partir dos 18 anos. O reforço deve ser administrado seis meses após a segunda dose.

A agência também recomenda uma terceira injeção de vacinas Pfizer ou Moderna (não utilizadas no Brasil) como parte do programa básico de imunização para pessoas vulneráveis, 28 dias após a segunda dose. A terceira dose de Moderna para pessoas saudáveis ​​ainda está em avaliação.

De acordo com o EMA Human Medicines Committee, a recomendação é baseada em um estudo que mostrou um aumento no número de anticorpos em pessoas com idade entre 18 e 55 anos após a terceira dose.

A agência observa que não há evidências de que níveis mais altos de anticorpos impliquem mais proteção em pessoas com sistema imunológico enfraquecido, mas disse que espera que a dose extra ajude a prevenir doenças graves “em pelo menos alguns pacientes”.

A terceira dose para pacientes vulneráveis, inclusive idosos, já estava sendo aplicada em alguns países europeus e nos Estados Unidos. O Brasil também decidiu reforçar a imunização de idosos, que já começou a ser feita em São Paulo.

O Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC) publicou no mês passado um relatório recomendando a dose extra apenas para pacientes com sistema imunológico deprimido.

Uma recomendação semelhante é adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os órgãos argumentam que não há base científica para avaliar os riscos e benefícios da terceira dose em adultos saudáveis.

A doença cardíaca inflamatória é um efeito colateral muito raro da vacina da Pfizer, mas a EMA disse que não houve casos relatados até agora após uma terceira dose do imunizador. Segundo a agência, os efeitos adversos “estão sendo monitorados com atenção”.

O regulador afirmou que a decisão final sobre a aplicação ou não da dose extra deve ser tomada por cada governo nacional, pois depende de outros fatores, como a situação da pandemia, o estágio da vacinação e a disponibilidade dos medicamentos.

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