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Assim que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou uma maioria a favor da inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliados usaram as redes sociais para se posicionar contra a decisão da Corte e reforçar o apoio ao líder de direita.

Para o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a condenação de Bolsonaro é uma injustiça. Nas últimas Eleições, o líder viu sua sigla ganhar corpo para formar a maior bancada da Câmara dos Deputados ao aproveitar o apoio do presidente que buscava a reeleição. Em postagem no Twitter, Costa Neto disse que vai trabalhar muito para mostrar sua lealdade ao líder, e encerrou sua mensagem com a frase “Bolsonaro é o maior líder popular desde a redemocratização e continuará sendo”.

O ex-ministro da Casa Civil do Governo Bolsonaro, senador Ciro Nogueira (PP-PI), afirmou que “a esperança está mais viva do que nunca”, e em outra publicação afirmou que “o amor do povo pelo seu líder é sempre inocentes”. Ao longo das sessões do TSE, Nogueira foi uma das testemunhas citadas pelos ministros, que indicaram que a realização do encontro com os embaixadores no Palácio da Alvorada não contou com a participação de órgãos do Governo, o que poderia ser um elemento para caracterizar a tese de institucionalidade da reunião defendida pelos advogados de Bolsonaro.

Por 5 votos a 2, os ministros entenderam que houve abuso de poder político e uso indevido da mídia durante reunião em que o então presidente atacou o sistema eleitoral e a urna eletrônica diante de uma plateia formada por representantes de governos estrangeiros . Para o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que ocupou o cargo de vice-presidente durante o mandato de Bolsonaro, com a decisão a justiça eleitoral vai contra a vontade popular. Ele comparou a decisão dos juízes de inelegibilidade do ex-presidente ao impeachment do ex-deputado federal Deltan Dallagnol, do Paraná, pelo TSE, ocorrido em maio.

Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, também veio a público no Twitter. Em mensagem em que se solidarizou com o ex-presidente, ele disse que a oposição seguirá unida, e que as conquistas do Governo Bolsonaro representam um legado para as futuras gerações.

“Como líder da oposição no Senado, tenho a responsabilidade de defender o legado econômico que nos tirou da maior recessão de nossa história, os valores familiares, a vida desde a concepção, a luta contra a descriminalização das drogas e a defesa das liberdades .”

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Apesar de inelegível pelos próximos oito anos, Bolsonaro não perdeu seus direitos políticos, o que garante sua participação como apoiador eleitoral de aliados nas próximas Eleições municipais, marcadas para o ano que vem.

Originalmente publicado em https://www.infomoney.com.br/politica/aliados-saem-em-defesa-de-bolsonaro-nas-redes-sociais-e-contestam-decisao-do-tse-que-tornou-ex-presidente-inelegivel/