Após vitórias na Justiça e ascensão de Lula, preferência pelo PT dispara #politica

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São Paulo – O Partido dos Trabalhadores (PT) tem preferência de 28% dos eleitores, segundo pesquisa divulgada ontem (30) pelo Datafolha. Em segundo lugar, PSDB e MDB aparecem com 2%, enquanto Psol, PDT têm 1% e os demais partidos não pontuam. Os dados fazem parte do mesmo levantamento feito pelo instituto entre os dias 13 e 16 de janeiro, no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera facilmente a corrida presidencial nas eleições de 2022. No levantamento, Lula tem 48% da preferência, 26 pontos à frente de Bolsonaro (PL), com 22%.

Ou seja, Lula agora tem uma chance real de vitória no primeiro turno. O ex-presidente também é considerado o melhor da história e o mais preparado para tirar o país da crise. Na verdade, evitar um segundo turno com o Bolsonaro é uma preocupação real expressa em entrevista recente do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Isso porque o senador não descarta as pretensões golpistas ao pocketnarismo.

A recuperação da preferência do PT aos níveis de uma década atrás domina assim o ambiente eleitoral do ano que se inicia. E isso ocorre na esteira de dois fatores marcantes na história política do Brasil: um deles, o retumbante Vitórias de Lula na Justiça, após 22 provas e uma perseguição implacável; e outro, o falha de golpe. Afinal, a pretexto de “salvar” o país da corrupção e “recuperar” o economia, O impeachment de Dilma e a prisão de Lula acabaram sendo uma farsa. Sem falar no desastre que tem sido o governo Jair Bolsonaro, tanto no manejo da crise econômica quanto na pandemia.

Preferência de uma década atrás

Dessa forma, o PT – que também comemora ter atingido 1,6 milhão de militantes – assume categoricamente a liderança do campo progressista. Afinal, a preferência de 31% que o PT tinha em 2012 despencou nos anos seguintes após intensos bombardeios. Em 2013, após os protestos de junho, caiu para 19%. E no início de 2015, quando começaram a explodir os protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff, ela atingiu 9%.

A liberdade de Lula, conquistada em novembro do ano passado após 580 dias de prisão política, foi vivida com intenso ativismo. O ex-presidente passou a viajar ao Brasil para reafirmar sua liderança popular. E começou uma agenda de conversas com várias partes, da esquerda para a centro direito. Além disso, ele viajou por toda a Europa, onde reuniu-se com estadistas e líderes. O objetivo: resgatar a imagem do Brasil no mundo, deteriorada pelo governo Bolsonaro.

Com o líder francês Emmanuel Macron: postura de estadista contribui para o resgate da imagem do Brasil no mundo, e também influencia na recuperação da preferência pelo PT (Foto: Ricardo Stuckert)

batalha digital

Em outra frente, a esquerda ensaia também o crescimento sustentável nas redes sociais, campo mais decisivo para as eleições de 2018 do que a televisão. De forma inédita, o Índice de Popularidade Digital realizado pela Quaest Consultoria mostrou ontem que Lula fecha o ano à frente do Bolsonaro também na internet. A classificação é feita a partir da coleta de dados em redes sociais e mecanismos de busca – como Twitter, Instagram, Facebook e Google Search. E considera número de seguidores, capacidade de promover engajamento, reações positivas e negativas. Com base nessas informações, a Quaest atribui uma pontuação de 0 a 100 a cada classificado. Nesse levantamento, Lula tem 73,4 pontos e Bolsonaro, 68,9 pontos. Moro tem 45,2, Ciro 32,1 e Doria (PSDB – 24,7).

Além disso, o Bolsonaro não está mais nadando nas redes sociais. Na verdade, nos últimos dias, sua classificação como “vagabundo”Para se divertir na praia em meio à tragédia baiana bateu nas redes. Outro aspecto da batalha digital é que o desempenho profissionalizado e robótico do pocketbookism também enfrenta outra forma de resistência hoje. Existe uma comunidade virtual ativa e criativa, agora composta não apenas por políticos e celebridades, mas também por influenciadores e ativistas digitais anônimos, autônomos e indignados.

Retrospectiva 2021

Nessa perspectiva, de oposição constante ao Bolsonaro e de aumento da confiança em seu potencial, o ex-presidente Lula lançou esta semana um retrospectiva de suas viagens ao longo de 2021. É um ano em que Bolsonaro não terá nada para mostrar em seu discurso de seis minutos agendado para esta noite. E talvez você ainda tenha muito a esconder. “É preciso acreditar que o Brasil pode mais uma vez ser um país para todos”, disse Lula, na abertura.

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