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A inflação no Argentina acelerou novamente em setembro, com alta de 3,5% no Índice de Preços ao Consumidor (CPI) em relação a agosto, informou nesta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec) Em 12 meses, o IPC acumula alta de 52,5%.

O avanço foi maior que o esperado pelos analistas, que previam inflação de 2,8%. Os números também representam aceleração em relação ao mês anterior, quando a inflação foi de 2,5%. Nos primeiros nove meses do ano, o IPC já atingiu 37%, ultrapassando 36,1% em 2020.

De acordo com o relatório do Indec, os preços que mais subiram em setembro foram nos setores de vestuário e calçados, que subiu 6%, e bebidas alcoólicas e fumo, que subiu 5,9%. Alimentos e bebidas não alcoólicas ficaram 2,9% mais caros em setembro, quase o dobro do aumento de 1,5% no mês anterior.

Os dados foram divulgados um dia depois que o governo de Alberto Fernández anunciou um congelamento de preços de mais de 1.200 itens por 90 dias, incluindo os que compõem a cesta básica. Analistas afirmam que a medida não altera as expectativas de inflação e elevou as projeções para 2022 para mais de 60%.

Fernández adotou uma série de medidas econômicas nas últimas semanas para tentar evitar uma derrota nas eleições de novembro, que renovarão partes do Senado e da Câmara dos Deputados. As primárias legislativas no mês passado sinalizaram um grave revés.

Inflação argentina, reajuste de preços, supermercado – Foto: Márcia Almeida / Valor


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