Bezerra de duas cabeças nasce com vida no ES: ‘Muito raro’

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O produtor rural Delci Busatto, de 22 anos, se surpreendeu ao constatar que a novilha que uma de suas vacas deu à luz nasceu com duas cabeças, em Santa Rita do Pipinuque, zona rural de Nova Venécia (ES). Ele afirma que sabia que a vaca estava nos últimos dias de gravidez. O nascimento foi registrado no final da manhã de ontem.

“No dia anterior, a vaca deixou o rebanho. No outro dia, eu a vi sozinha. [Quando eu vi a bezerra] a sensação era estranha, pensei que fosse um gêmeo. Eu vi um e depois outro [cabeça], por causa da grama alta. Achei que fosse um em cima do outro, mas quando fui ver era um corpo com duas cabeças, algo meio estranho. Nunca tinha visto ”, diz, em entrevista ao UOL.

O jovem conta que as duas cabeças do animal eram autônomas: apresentavam movimento, emitiam som, tinham olhos abertos etc. A novilha era levada para o curral da propriedade. Extraíam leite da vaca para dar ao animal recém-nascido, nas duas bocas, usando mamadeiras. Sem forças, a novilha gritou, mas não conseguiu se levantar.

“A mãe ficava perto, acariciava e cheirava. Aí já passava do meio-dia e vimos que ela tava [a bezerra] não demoraria muito. Era uma raridade estar vivo, quanto mais sobreviver [por mais tempo]. Fui ao curral prender o gado e fui exaurir a vaca para mamar ”, conta Busatto. Pouco depois, quando voltou para dar uma olhada na novilha, por volta das 18h, percebeu que ela havia morrido.

“É raro. Mais ainda, ela ainda sobrevive cerca de 15 horas. Isso é muito raro”, acrescenta. Ele afirma que a fecundação da vaca ocorreu normalmente, sem inseminação. Não havia necessidade de ajudá-la também e, apesar da perda precoce de sua prole, ela está bem agora.

o fenomeno

Os nascimentos de filhotes de duas cabeças são considerados raros. Essa alteração pode ser chamada de diprosopia ou dicefalia e costuma estar associada a um gene recessivo, como explica Marcelo Barbosa Bezerra, professor da Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-árido).

“É um fenômeno raro que pode ter origem genética ou uma interação genética com o meio ambiente, principalmente nos primeiros momentos de formação do feto. A tendência é que ele se desintegre. [gerando] gêmeos, mas, por algum motivo, essa partição não ocorreu ”, explica a professora doutoranda em reprodução animal do UOL.

“Então, ela se desenvolve com o mesmo corpo e gera duas cabeças, porque a formação do tecido para aquela cabeça já havia começado”, acrescenta Bezerra.

sem chance de viver

Assim como a novilha de Delci Busatto, os animais nascidos nessa condição geralmente não sobrevivem. “Normalmente, o animal morr3. É muito raro [sobreviver]. Pessoalmente, acho que só vi um caso, na literatura, de um animal que sobreviveu um pouco mais ”, confessa Marcelo Bezerra.

Familiares e conhecidos do produtor rural, que quase sempre viviam em suas fazendas, também nunca presenciaram nada parecido. “Meu velho avô, uma vizinha, eles nunca tinham visto. Em nossa propriedade já criamos gêmeos, um casal, dois machos, duas fêmeas, saudáveis. Mas agarrar, com duas cabeças em um corpo, é a primeira vez”, ele revela.

Apesar das poucas horas de vida, ele já havia criado um certo vínculo com o animal. “O veterinário disse que ele devia ter morrido, que não ia sobreviver. Mas é sua, você sempre tem esperança. Houve momentos que trouxeram alegria, mas, ao mesmo tempo, sofrimento. […] A mãe não a largou. Quando ela morr3u*, sentimos um pouco, mas foi menos sofrimento do que ela ia passar ”, finaliza.

Fonte: uol

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