Bolsonaro admite revisão de edital de privatização de Santos Dumont, mas defende manutenção de voos do aeroporto #politica

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A Presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu nesta sexta-feira rever o edital de privatização da Aeroporto Santos Dumont, no Rio. Mas reclamou que há pessoas que querem levá-lo “artificialmente” ao aeroporto internacional de Galeão, mais distantes, voos originalmente programados para decolar ou pousar no Santos Dumont, mais centrais.

A afirmação aconteceu em sua “live” semanal nas redes sociais, no dia seguinte Bolsonaro receberam o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), no Palácio do Planalto para abordar o tema. Ao lado dele na transmissão estava o Ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura), que também se reuniu com Castro, que defende mudanças no modelo de privatização proposto pelo ministério. O governador disse que quer evitar uma “canibalização” do Galeão, mais distante do centro do Rio.

Avião da Azul pousa no Aeroporto Santos Dumont: Bolsonaro (PL) admitiu revisar o edital de privatização do terminal no Rio — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Nesta discussão, […] alguns querem pegar artificialmente os usuários do Santos Dumont e leve para o Galeão“, ele disse Bolsonaro. “Agora, a maioria dos que vão ao Rio de Janeiro preferem descer no Santos Dumont pelos mais variados motivos. Então esse é um ponto que complica um pouco.”

Segundo o presidente, a capacidade máxima do Santos Dumont “será atingido ou já praticamente nesse número”.

“Não podemos fazer parte dos voos para o Santos Dumont e, em uma eventual negociação futura, levar ao Galeão. Porque você também pode ter aquelas pessoas que, ao procurar ir ao Rio e ver que só tem pouso no Galeão, não vão ao Rio de Janeiro. Acho que todo mundo perde com isso”, disse o presidente.

“Há um bom interesse nosso, do Tarcísio que trata desse assunto, em atender o Rio de Janeiro. E atender o usuário, a quem devemos fidelidade.” Após a reunião entre o ministro e o governador, o ministério informou que será criado um grupo de trabalho para rever os termos do edital.

“Acho que ao final dessa discussão, presidente, ficaremos com um bom modelo que preserve a capacidade do sistema multiaeroporto do Rio de Janeiro, que permita que esses dois aeroportos cresçam de forma sustentável. de ganho, por exemplo, em mobilidade urbana com a aplicação de valores de bolsa”, disse Tarcísio, em “ao vivo”.

“O que podemos esperar como resultado é mais investimento para o Estado do Rio de Janeiro e uma configuração harmoniosa de operação para esses dois aeroportos.”

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