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São Paulo – “O Brasil não aguenta mais 15 meses de incompetência, negação e loucura”, afirmam, em nota, as centrais sindicais, pedindo a ampliação do leque político para aprovar o impedimento do Presidente da República. “Não podemos esperar até o próximo ataque à nossa democracia, que pode ser f4atal.” No próximo sábado (2), haverá novas manifestações de protesto, no Brasil e no exterior, do Fora Bolsonaro.

Segundo os dirigentes, é uma questão de “matemática” e não de ideologia. “Para derrubar o Bolsonaro, é preciso ir além do nosso campo, pois precisamos de 342 votos na Câmara dos Deputados para aprovar o impeachment”, lembram. “Neste momento, um dos mais graves da nossa história, é preciso focar no que nos une, não no que nos separa. Para que possamos continuar a ter o direito de discordar, de concorrer a eleições livres e de manter nossa democracia, Bolsonaro precisa sair agora. ”

Mais de 20 festas

Representantes de pelo menos 21 partidos políticos estarão na Avenida Paulista, em São Paulo, segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. De todos os espectros políticos. Também participam as frentes Brasil Popular e Povo Sem Fedo, além das centrais e outros movimentos sociais. No momento da redação deste artigo, 260 atos foram confirmados em 251 cidades e 16 países – # 2OutForaBolsonaro.

Os sindicalistas querem fazer pressão sobre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para incluir na pauta “um dos mais de 130 pedidos de impeachment que vergonhosamente se amontoam na gaveta”. Caso contrário, acrescentam, será cúmplice dos crimes de responsabilidade.


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Nota completa das centrais do Fora Bolsonaro

Centrais apoiam a expansão de atos para outros campos do espectro político

Para aprovar o impeachment de Bolsonaro, é necessária a unidade entre as diferentes pessoas neste momento tão sério.

As Centrais Sindicais participaram de todas as manifestações contra o Bolsonaro este ano, a maioria delas de forma unitária. Neste dia 2 de outubro, CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB, CSP-Conlutas, Intersindical Central da Classe Trabalhadora, Intersindical Instrumento de Luta e Público estarão juntos na luta pelo impeachment do pior presidente do Brasil de todos os tempos.

Além de milhares de trabalhadores, estudantes e militantes de movimentos sociais, desta vez também estarão lado a lado nas ruas dirigentes partidários e militantes de todas as áreas do espectro político – todos unidos pelo Fora Bolsonaro.

As Centrais Sindicais apóiam a ampliação da diversidade de atores nas ruas por entender que nada é mais urgente do que impedir que Bolsonaro continue seu delito criminoso. Um governo responsável por grande parte das quase 600.000 mortes da Covid, desemprego recorde, devastação ambiental, o retorno da inflação e da fome.

E isso ameaça diariamente a nossa democracia e as nossas instituições, apesar dos falsos retrocessos momentâneos e estratégicos que já não enganam ninguém.

Para derrubar Bolsonaro, é preciso ir além do nosso campo, pois precisamos de 342 votos na Câmara dos Deputados para aprovar o impeachment. Não é uma questão de ideologia, mas de matemática. Neste momento, um dos mais graves da nossa história, é preciso focar no que nos une, não no que nos separa.

Para que possamos continuar a ter o direito de discordar, de concorrer a eleições livres e de manter nossa democracia, Bolsonaro deve ir embora agora.

O Brasil não aguenta mais 15 meses de incompetência, negação e loucura

Não podemos esperar até o próximo ataque à nossa democracia, que pode ser f4atal. Por isso, neste sábado, estaremos todos juntos, exigindo que o presidente da Câmara, Arthur Lira, oriente um dos mais de 130 pedidos de impeachment que vergonhosamente se acumulam em suas gavetas. Se ele não ouvir a voz das ruas, Lira será cúmplice dos inúmeros crimes de Bolsonaro contra o povo brasileiro.

Brasil, 30 de setembro de 2021

Sergio nobre
Presidente da CUT – Central Única de Trabalhadores

Miguel Torres
Presidente da Força Sindical

Ricardo Patah
Presidente da UGT – Sindicato Geral dos Trabalhadores

Adilson Araújo
Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil

José Reginaldo Inácio
Presidente do NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores

Antonio Neto
Presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

Atenágoras Lopes
Secretaria Executiva Nacional – CSP-Conlutas

Edson Carneiro Indio
Secretário Geral – Central Intersindical da Classe Trabalhadora

Emanuel Melato
Coordenação Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

Jose Gozze
Presidente – Servidor Público Central

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