Central de FIIs: XP reforça preferência por fundos de “papel” e cautela com shoppings e lajes, inflação do aluguel acelera; Ifix sobe #economia

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(Shutterstock)

Destaques de rentabilidade em 2021, fundos imobiliários de “papel”, que investem em títulos de renda fixa, estão no radar de analistas, como Maria Fernanda Violatti e Ronaldo Candiev, da XP, que reforçam a recomendação nesse tipo de FII. Apesar da recuperação em dezembro, os fundos de compras e placas corporativas ainda são vistos com cautela.

No último relatório do ano, a XP destaca que a carteira recomendada de fundos imobiliários mantém maior alocação em FIIs de caráter defensivo, entre eles recebíveis e fundos imobiliários logísticos.

Com bons rendimentos e menor risco de perda de capital, Maria Fernanda acredita que os fundos “papel” são uma excelente alternativa de diversificação e mitigação de riscos, principalmente em períodos de elevada volatilidade do mercado.

“Diante do cenário macroeconômico com perspectivas de inflação em patamares mais elevados no curto e médio prazo, continuamos vendo a relação risco-retorno ainda atrativa nesse tipo de fundo”, diz o analista XP, que prefere fundos atrelados ao General Price Índice – Mercado (IGP-M) e Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em dezembro, os fundos de recebíveis tinham participação de 50% na carteira recomendada da XP, que retornou perto de 7%. O desempenho é semelhante ao do IFIX – índice que reúne os FIIs mais negociados na Bolsa de Valores – no período.

Na penúltima sessão de 2021, os investidores também acompanham o resultado do IGP-M de dezembro. A “inflação de aluguéis” acelerou 0,87% em dezembro, após alta de 0,02% em novembro (leia mais ao longo do REIT Center)

Nesta quarta-feira (29), o IFIX atua na área positiva. Às 10h45, o indicador subia 0,52%, para 2.782 pontos. Ontem, o índice fechou com alta de 0,89%, a nona alta seguida pelo Ifix.

Maiores máximas desta quarta-feira (29):

ticker Nome Setor Variação (%)
KFOF11 Kinea FoF Títulos e Val. Mob. 2,65
HGBS11 Hedge Brasil Shopping shoppings 2,48
GGRC11 GGR Covepi Income Logística 2,27
RBRP11 Propriedades RBR Outras 1,96
HSLG11 Logística HSI Logística 1,9

Maiores vítimas nesta quarta-feira (29):

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ticker Nome Setor Variação (%)
RBRY11 RBR CRI Títulos e Val. Mob. -1
VCJR11 Vectis Real Interest Títulos e Val. Mob. -0,97
SADI11 Santander Papers Imobiliário Títulos e Val. Mob. -0,6
PATC11 Edifícios Corporativos da Pátria Lajes Corporativas -0,33
LVBI11 Logística VBI Logística -0,19

Fonte: B3

Mudança na política de reajuste das Green Towers, oferta da Faria Lima Capital e mais

Green Towers (GTWR11) avança negociação com Banco do Brasil para alteração do índice de aluguel

O Banco do Brasil acatou as condições impostas pelo fundo Green Towers para mudanças na política de reajuste do aluguel do imóvel de 138 mil metros quadrados que funciona como sede administrativa da instituição financeira, em Brasília.

Pelo contrato, o valor do arrendamento, hoje em R $ 10,1 milhões, seria corrigido pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que acumula alta de quase 18% em 12 meses.

O acordo negociado entre a Green Towers e o Banco do Brasil prevê a atualização do aluguel pela taxa fixa de 11,5%, com efeito retroativo a novembro de 2021.

Entre as condições propostas pelo fundo para a mudança estão a prorrogação do contrato de locação e a revisão da multa rescisória caso o locatário desista do imóvel. As demandas foram acatadas pelo Banco do Brasil.

Em dezembro, a participação da Green Towers já aumentou 20% na Bolsa. O retorno de dividendos do fundo é de 7% nos últimos 12 meses.

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Faria Lima (FLCR11) quer arrecadar até R $ 50 milhões em nova oferta

O fundo Faria Lima Capital Recebíveis aprovou a segunda emissão de ações e pretende captar inicialmente até R $ 50 milhões.

O preço unitário das novas cotas foi fixado em R $ 100,50, já considerando o custo da oferta. Na sessão desta terça-feira (28), o jornal fechou a R $ 101,79.

Conforme comunicado ao mercado, os atuais acionistas poderão exercer o direito de preferência entre os dias 7 e 19 de janeiro de 2022.

Com patrimônio líquido de R $ 50 milhões, a Faria Lima investe em títulos de renda fixa atrelados a índices de inflação e ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Hoje, a carteira do fundo é predominantemente indexada ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Hedge Realty de propriedade única (HRDF11) tem um alto valor de 13%

A reavaliação do único imóvel do fundo Hedge Realty Development apontou um aumento de 13,2% no valor contábil do espaço, conforme fato relevante divulgado nesta terça-feira (28).

Após a venda de um armazém logístico em Minas Gerais, o portfólio do fundo é composto por apenas um terreno no Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo (SP). Inicialmente, o espaço seria utilizado para o desenvolvimento de um shopping center.

De acordo com a Hedge Realty, a diferença indicada pela reavaliação anual representa um acréscimo de 7,0% no valor patrimonial da cota do fundo.

Atualmente, o patrimônio da Hedge Realty está estimado em R $ 8,5 milhões.

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Faturamento imobiliário: IGP-M volta a subir em dezembro, Goldman Sachs exigirá reforço no retorno ao escritório

“Inflação de aluguel” volta a subir em dezembro

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,87% em dezembro, após alta de 0,02% em novembro, informou nesta quarta-feira (29) a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava alta de 0,74% para o indicador, com estimativas variando de 0,06% a 1,02%.

A inflação acumulada pelo IGP-M em 2021 foi de 17,74%, também acima da mediana de 17,63%. Em 2020, o indicador fechou o ano em 23,14%.

A aceleração do IGP-M de dezembro foi impulsionada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que reverteu o sinal e passou de uma deflação de 0,29% em novembro para uma alta de 0,95%. O índice de preços no atacado acumulou inflação de 20,57% em 2021, após 31,63% em 2020.

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Goldman Sachs exigirá reforço no retorno ao escritório

O Goldman Sachs, um dos mais ferrenhos defensores do retorno de funcionários aos escritórios, tornará obrigatórios os tiros de reforço contra a Covid-19, uma vez que defende sua filosofia de trabalho à medida que as taxas de infecção aumentam em Nova York.

Qualquer pessoa que entrar em um de seus escritórios deve tomar uma dose de reforço até 1º de fevereiro, se for elegível até essa data, disse o banco de investimento a seus funcionários nos Estados Unidos.

Enquanto isso, os testes obrigatórios dobrarão para duas vezes por semana a partir de 10 de janeiro, disse o banco. Uma porta-voz da empresa não quis comentar sobre as novas medidas.

Os ajustes contrastam com o afrouxamento das diretrizes corporativas americanas de retorno ao escritório, uma vez que a variante omicron e as reuniões de final de ano geram um aumento mundial nos casos de coronavírus.

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