Economistas lançam manifesto em favor da chapa Lula-Alckmin

Lula e Alckmin levarão programa de governo para ser discutido com empresários



Mais de mil economistas assinaram um manifesto divulgado nesta segunda-feira, 13, a favor da pré-candidatura do Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) para a Presidência da República. No texto “Movimento dos economistas pela democracia e contra a barbárie”, os signatários defendem uma série de medidas no próximo governo, como a extinção do teto de gastos, limite orçamentário adotado durante o governo de Michel Temer (MDB).

O documento é assinado por economistas como Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Universidade Estadual de Campinas e consultor editorial da Letra maiúscula; José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras durante os governos petistas; Márcio Pochmann, ex-presidente da Fundação Perseu Abramo; Paulo Nogueira Batista Júnior, ex-diretor executivo do Fundo Monetário Internacional; Leda Paulani, da Universidade de São Paulo; Esther Dweck, da Universidade Federal do Rio de Janeiro; deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA); entre outros nomes.

Além de abolir o teto de gastos, os economistas pedem a tributação de lucros e dividendos e uma revisão da reforma trabalhista, reforma da previdência e “pejotização”.

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Também exigem a reativação de conselhos de políticas públicas, como o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Consea, voltados ao combate à fome.

Economistas criticam a política de privatização de empresas públicas de Bolsonaro e dizem que o atual governo “visa desregulamentar as atividades econômicas, dar autonomia às empresas privadas, muitas delas oligopólios, para se autorregularem e se livrarem das leis de proteção socioambiental”.

Observam também que a base produtiva da economia brasileira passa por um processo de reprimarização e desindustrialização, em torno do agronegócio e da extração mineral.

Afirmam que a política de valorização do salário mínimo iniciada na segunda metade da década de 1990 foi abandonada. Como sublinha o texto, “o Presidente da República entregará no final do seu mandato um salário mínimo inferior, em termos reais, ao que recebia no momento da sua posse”.

Os signatários também indicam sua preocupação com a manutenção do sistema democrático em caso de reeleição.

“O projeto político de Bolsonaro é implantar um sistema político autoritário, uma ditadura neofascista que pretende se perpetuar armando a polícia e as milícias para cumprir sua aspiração de poder”, diz o texto. “Nós, economistas que assinamos este manifesto, entendemos que a superação dessa situação exige uma união em defesa da democracia, dos direitos humanos e da Constituição de 1988.”

como mostrado Letra maiúscula, partidos alinhados à chapa de Lula e Alckmin receberam orientações para um programa de governo no dia 6 de junho. O documento tem 17 páginas e 90 itens, com ênfase nos aspectos econômicos. A expectativa é que um eventual governo Lula não revoga completamente a reforma trabalhistamas há indicação de revogação do teto de gastos.

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