Fiocruz e Secretaria de Saúde de Goiás confirmam primeiro caso no Brasil do tipo mais transmissível de dengue

Fiocruz e Secretaria de Saúde de Goiás confirmam primeiro caso no Brasil do tipo mais transmissível de dengue


A Fiocruz e a Secretaria de Saúde de Goiás confirmou o primeiro caso, no Brasil, do tipo mais transmissível de dengue, muito raro em toda a América.

A nova cepa da dengue infectou um paciente de Aparecida de Goiânia. É o segundo registro nas Américas, sendo o primeiro de 2020, em Peru.

Os pesquisadores publicaram os dados em um site voltado para a comunidade científica, o que permite a rápida divulgação dos resultados. O estudo será agora revisto por outros cientistas.

“Antes de uma pandemia começar, um surto. Então, é por isso que estamos fazendo isso”, diz Luiz Alcântara, pesquisador do Fiocruz.

O vírus da dengue tem quatro sorotipos, cada um dos quais pode ser subdividido em diferentes cepas. O genótipo cosmopolita, identificado em Goiásé uma das seis cepas de sorotipo 2.

É considerada a mais transmissível do mundo, com registros em países da Ásia, Pacífico, Oriente Médio e África. E agora, pela primeira vez, no Brasil.

A identificação foi feita no setor de sequenciamento do Laboratório Central de Saúde Pública de Goiásem parceria com o Fiocruz. Em fevereiro, foram analisadas 52 amostras de soro de pacientes de todo o estado. Destes, 26 eram dengue tipo 2, e dentre eles, um era de linhagem cosmopolita.

“Isso pode fazer com que o organismo da pessoa tenha uma doença mais exacerbada, principalmente com diminuição de plaquetas. A pessoa pode ter derrame pleural no pulmão de forma mais exacerbada. Então, sintomas que já são conhecidos da dengue, mas potencializados, vamos vá dizer”, diz Flúvia Amorim, Superintendente de Vigilância Sanitária de Goiás.

Os pesquisadores comunicaram os resultados dos exames à vigilância epidemiológica de Goiás é de Aparecida de Goiânia. O paciente era um homem de 57 anos, que já se recuperou totalmente. Autoridades de saúde afirmam que a nova cepa não tem relação com o grande número de casos de dengue relatados em Goiás. Novas análises serão realizadas em junho para verificar se houve nova contaminação.

“Temos o alerta, não temos o problema instalado. O alerta é para que possamos tomar as medidas cabíveis em tempo hábil e garantir que os serviços estejam preparados em todas as áreas. Da limpeza urbana, ao atendimento clínico, incluindo o laboratorial, mas que todas as áreas estejam preparadas, para que possamos atender adequadamente a população do nosso estado”, explica Vinicius Lemes, diretor do Laboratório Central de Saúde Pública de Goiás.

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