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o volume de Mortes no Covid-19 acompanhar o ritmo outono, no cenário de estagnação no ocupação de leitos de UTI por adultos pela doença. Existe, no momento, um ‘cenário otimista‘em relação à pandemia, quando comparado ao período entre março e abril de 2021. Mas a melhora nos indicadores de saúde relacionados à crise provocada pela doença não divulga Medidas preventivas para evitar contaminação, como uso de máscaras, por exemplo.

A análise partiu de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que divulgou nesta quinta-feira (7) o Boletim do Observatório Covid-19, documento publicado semanalmente pela fundação com monitoramento sistemático dos números relacionados à pandemia. A edição divulgada hoje cobre a semana encerrada em 2 de outubro.

No documento, especialistas descrevem queda sucessiva no número de casos e óbitos, em relação aos meses imediatamente anteriores, além da estagnação na taxa de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) em níveis baixos na maioria dos estados brasileiros. Essa, segundo os pesquisadores, é a melhor evidência de sucesso de vacinação na prevenção de formas graves e fatais da doença.

“Porém, apesar das boas notícias, é fundamental manter medidas preventivas para bloquear a circulação do vírus. E o país ainda não alcança bons níveis nesse quesito”, alertou a Fiocruz.

– Foto: Patricia Monteiro / Bloomberg

Índice de estadia em casa de família

No boletim, os pesquisadores destacaram que, desde meados de julho, o Índice de estadia em casa de família, calculado pela instituição, é perto de zero – o que significa que, na prática, não há diferença na intensidade do movimento das pessoas nas ruas em relação ao que se observava antes da pandemia. Outro aspecto citado pelos técnicos é que isso ocorre com pouco mais de 40% da população com um regime de vacina completo, dizem os pesquisadores.

Os técnicos destacam que, embora muitas pessoas que estão circulando já tenham sido vacinadas, a imunização contra a doença não previne completamente a infecção ou mesmo a transmissão do vírus. No boletim, os pesquisadores destacam que a recomendação é que, enquanto o país caminha para um nível ideal de cobertura vacinal, é necessário manter medidas de distância física, uso de máscaras e higienização das mãos, bem como a adoção do passaporte de vacinação (comprovante de imunização para entrada em determinados ambientes).

“Não é prudente e oportuno falar em prazos concretos e datados para o fim da pandemia, mas sim garantir que tomemos as medidas necessárias para que este dia se aproxime mais rapidamente”, alertam os cientistas, no documento.

Ao falar sobre os números do atual cenário pandêmico no país, a Fiocruz informou que os atuais valores de mortalidade giram em torno de 500 óbitos por dia – o que representa uma “queda significativa”, segundo os pesquisadores, em relação ao pico observado em abril , quando mais de 3.000 mortes diárias foram relatadas.

Mas os números ainda mostram permanência da transmissão e incidência de casos graves que requerem cuidados intensivos, alertaram os técnicos. Uma média de 16.500 casos confirmados e 500 mortes diárias por covid-19 foram registrados na última semana do Boletim, um ligeiro aumento no número de casos (0,4% ao dia) e uma queda no número de mortes (0,7 % por dia). O tráfego nas ruas e a positividade dos testes permanecem altos, observaram os técnicos.

As covid-19 taxas de ocupação de leitos de UTI por adultos no SUS estão em “relativa estabilidade”, em quase todo o país, nas palavras dos pesquisadores. Na maioria dos estados, as taxas são inferiores a 50%. Entre as capitais, apenas Brasília tem taxa de ocupação acima de 80% (83%), até a semana de abrangência do boletim.

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