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Geraldo Xavier Soares, 62, trabalha há mais de 20 anos em propriedades rurais e como cobrador de ônibus. Ao tentar pedir a aposentadoria, descobriu que outra pessoa estaria recebendo o benefício, usando seus dados, desde 2015.

A produção da TV Vitória conversou com Geraldo, que mora no bairro de Carapina Grande, em Serra. Ele disse que veio do interior do estado há algum tempo e que antes de começar a morar na Grande Vitória, trabalhou durante anos nas propriedades rurais da família.

“Trabalhei em Boa Esperança com plantações de café. Depois fomos para o Pará, meu pai tinha uma propriedade lá e plantamos muitas coisas lá”, conta.

Segundo ele, ao chegar na Capital, buscou ingressar no mercado de trabalho. Desde 1997, ele conseguiu um emprego registrado na empresa de transporte público como colecionador de coletivos.

Atuando há mais de 20 anos como cobrador em coletivos, decidiu protocolar a aposentadoria e descobriu que o benefício já existia em seu nome desde 2015.

Outra pessoa, identificada como Geraldo Chaves Soares, de Minas Gerais, recebia o benefício da vítim* há seis anos. A diferença entre os dois está no sobrenome do meio.

A descoberta foi feita pelo Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Vitória, que constatou o erro ao protocolar os documentos de Geraldo Xavier.

O presidente do sindicato, Gerson de Maia Carvalho, afirmou que, ao iniciar o processo de efetivação da aposentadoria de Geraldo, o sistema recusou e impediu que fosse realizado.

“Para nossa surpresa, quando entramos no INSS solicitando aposentadoria, fomos impedidos devido à denúncia do sistema de que ele teria uma aposentadoria ativa desde 2015. Com isso, não conseguimos requerer sua aposentadoria”, explicou. .

Embora não haja evidências de que a ação seja criminosa, o presidente destacou que já foi identificado que essa pessoa está recebendo um benefício irregular.

“A princípio, não podemos dizer se foi algo fraudulento ou criminoso. O que a gente prova é que alguém está recebendo pensão irregular”, disse.

A pessoa identificada como Geraldo Chaves e que está se aposentando, tem em sua história três empresas onde teria trabalhado, inclusive transporte público, além de um grande banco.

No sistema, diz-se que ele estaria empregado de 1979 a 1996, período em que Geraldo Xavier trabalhava no interior.

Outro detalhe, segundo o sindicato que pediu a aposentadoria, é que quem conseguiu se aposentar não teria acatado o pedido sem o registro na carteira de Geraldo Espírito Santo.

“Se você não somasse todos esses títulos, esse Geraldo que está recebendo não poderia se aposentar, porque não atingiria o tempo mínimo necessário para se aposentar em 2015, como fez”, explica o presidente do sindicato.

A vítim* envolvida na confusão, Geraldo Xavier, disse que não vê a hora de regularizar os documentos e ter acesso ao benefício que por direito é seu.

“Provavelmente vai ser um salário e não muito, mas vai ser um apoio para mim, na minha idade, continuar a viver a minha vida”, disse.

O que diz o INSS?

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que não se trata de fraude. Ambos os nomes são verdadeiros, mas o número do CPF está duplicado.

O sistema possui uma funcionalidade automática que reúne dados da mesma pessoa que estão separados, como CPF, NIT, entre outras informações.

No entanto, desta vez, o sistema fez a mesclagem incorretamente. Essa junção raramente acontece, mas a falha já foi identificada e encaminhada para a área técnica para atualização do sistema.

Dessa forma, o Sr. Geraldo Xavier Soares pode solicitar o benefício em até 10 dias úteis.

Fonte: Folha Vitória

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