Inflação na Argentina sobe 3,8% em dezembro e encerra 2021 em 50,9% #economia

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A inflação subiu 3,8% em dezembro no Argentina e encerrou o ano em 50,9%, informou nesta quinta-feira (13) o Instituto Nacional de Estatística e Censos (indec).

O resultado ficou em linha com as previsões de consultorias privadas do país, que estimavam que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) fecharia o ano acima de 50%.

A inflação em 2021 foi a segunda mais alta registrada pelo país desde 1991, perdendo apenas para o registro de 53,8% estabelecido em 2019, durante o governo do ex-presidente Maurício Macri.

Segundo o Indec, a alta do IPC no ano passado foi impulsionada principalmente pelos preços dos alimentos, que acumula alta de 50,3% em 12 meses.

Economistas estimam que a inflação na Argentina continuará alta em 2022, apesar da renovação de um acordo do governo com empresários para controlar os preços de cerca de 1.300 produtos do cesta básica.

Para manter os preços sob controle este ano, analistas dizem que o presidente do país, Alberto Fernández, precisará fazer correções em suas políticas econômicas, reduzir a emissão monetária para financiar o déficit público e reduzir a diferença entre as taxas de câmbio oficial e paralela, que é superior a 100%.

“A inércia já coloca um piso de 50% na inflação para este ano e temos que ver o que pode acontecer com as tarifas do serviço público, com o aumento que finalmente está autorizado e com o câmbio”, disse o economista Camilo Tisconia ao jornal “La Nação”.

Os dados de 2021 superaram em 21,9 pontos percentuais os meta de 29% de inflação que havia sido fixada pelo ministro da economia, Martín Guzmán, no orçamento de 2021.

Um fator importante para a inflação na Argentina em 2022 serão as negociações do governo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Um eventual calote da dívida com a entidade internacional pode ter um efeito dominó na já frágil economia do país, segundo analistas.

— Foto: Márcia Almeida/Valor


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