Lula e Alckmin chegam nesta quarta-feira ao Rio com PT e PSB ‘rachados’ no estado




O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) chegam nesta quarta-feira (6) ao Rio em um clima de acirramento da cisão entre as siglas no estado. Nos últimos dias, a disputa pela vaga no Senado na chapa encabeçada por Lula provocou trocas de farpas entre Marcelo Freixo (PSB), pré-candidato ao governo do Rio, e Alessandro Molon, presidente do partido carioca. Nos bastidores, a queda de braço dura meses. Freixo tem defendido que Molon desista da candidatura a senador em favor do deputado André Ceciliano, presidente da Assembleia Legislativa do Rio. A escalada da crise acontece às vésperas de um ato convocado para quinta-feira (7) na Cinelândia, no Centro do Rio. Nesta terça-feira (5), o presidente da Alerj reafirmou a existência de um acordo entre PT e PSB para que Freixo seja candidato a governador e Ceciliano, a senador. O acordo, segundo o deputado estadual, teria sido ratificado por Lula. Segundo o presidente da Alerj, o comício visa reforçar que a chapa é formada por Lula, Freixo e Ceciliano. “O presidente [Lula] marcou o lançamento do Freixo e do meu para acabar com isso, então não há dúvidas. O presidente Lula apoiará o candidato de seu partido. Nunca deixei o PT”, disse, acrescentando que “ninguém pode” ser candidato próprio” nas eleições. “Acredito no diálogo. Reconheço Molon como um bom deputado, mas também tenho um histórico aqui. Meu partido tem um acordo com o PSB, existe um acordo”, disse Ceciliano, após falar na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). “Gleisi [Hoffmann] falou, o presidente Lula falou. Eu não participei desse acordo, mas ele existe”, acrescentou. Ao Valor, Freixo ratificou nesta terça-feira a existência de um entendimento entre PT e PSB. Rio de Janeiro. Toda a gestão do PSB está ciente desse acordo Carlos Siqueira, presidente do partido, nunca negou.Flávio Dino, ex-governador do Maranhão, também postou a respeito.Se houver um novo entendimento e, se necessário, um novo acordo for alcançado, não sou contra. Não há problema se PT e PSB decidirem que a situação mudou e fizerem um novo acordo”, disse. No entanto, dirigentes petistas ouvidos pelo Valor relatam que o partido não deve ceder aos apelos de Molon. partidos de uma mesma coligação podem lançar mais de uma candidatura ao Senado, a avaliação interna é de que o lançamento simultâneo de Ceciliano e Molon dividiria os votos da esquerda, favorecendo Romário, candidato à reeleição pelo PL. o apoio formal do PT ao Freixo. “Não acredito em perder o apoio do PT, porque o partido é muito sólido conosco. Parece que estamos empatados [com Cláudio Castro, governador do Rio] primeiro, e esse é o maior bem-estar que você pode ter”, disse Freixo. Molon usou as redes sociais para reafirmar o pré-candidato ao Senado. Bolsonarismo no Rio. Essa decisão foi tomada por unanimidade na convenção do partido no dia 18 de dezembro, quando meu nome e o de Freixo foram aprovados como pré-candidatos ao Senado e ao governo”, publicou. Na segunda-feira (4), um grupo de petistas declarou seu apoio a Rodrigo Neves (PDT), ex-prefeito de Niterói e pré-candidato ao governo do Rio. ao PSB e PCdoB. A candidatura de Neves garante, por enquanto, uma plataforma para o candidato presidencial Ciro Gomes (PDT). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) chegam nesta quarta-feira (6) no Rio André Penner/AP

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