Maioria do STF teme desgaste com debate sobre reajuste de servidores do Judiciário #politica

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Apesar de Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Luiz Fux, têm perfil corporativo e tendem a defender a reajuste para os servidores do Judiciário, esta é uma conta que a maioria do Tribunal não quer pagar. Nesta quinta-feira (13), a Federação Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário e do Ministério Público (Fenajufe) integrou o coro de entidades que pleiteiam junto ao STF a recomposição salarial.

A categoria é mais uma para criticar o governo federal por ter perguntado ao Congresso Nacional a previsão de reajuste apenas para as carreiras dos segurança Pública. Os parlamentares aprovaram o Orçamento 2022 com R$ 1,7 bilhão de reserva para esse fim.

Associação dos Magistrados Brasileiros já havia exigido de Fux “performance efetiva” para garantir o aumento também para os juízes — Foto: Nelson Jr./SCO/STF

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) já havia cobrado Fux, em dezembro, “ação efetiva” para garantir o aumento também para os juízes. Segundo o presidente da entidade, Renata Gil, é preciso “valorizar o trabalho de todas as carreiras públicas”.

No entanto, esta é uma questão que fluxo não pode decidir sozinho. “Qualquer tipo de iniciativa nesse sentido tem que passar pelo colegiado em sessão administrativa”, disse fonte próxima ao ministro.

Segundo outros membros da Supremo ouvido privadamente, o momento econômico que o país atravessa impede que a maioria do plenário concorde em conceder reajuste para Servidores do Judiciário. “Os ministros não vão querer manter essa conta”, disse uma fonte. “Foi o governo que causou isso, com a tentativa de dar aumentos apenas para setores de dados. Mesmo assim, é preciso cautela.”

A fenajufe pediu um encontro com fluxo para tratar do assunto. Na carta, consta que a diferença salarial na categoria dura desde 2019 e não acompanha a inflação. Como o presidente do STF está de férias, ainda não há data marcada para a reunião.

Nos bastidores da Corte, há a percepção de que a volta dos ataques do Presidente Jair Bolsonaro (PL) ao STF nos últimos dias também dificulta o diálogo entre os ministros Palácio do Planalto em torno do tema. Cerca de 20 categorias de servidores devem aderir ao greve marcada para a próxima terça-feira (18) e a maioria não descarta uma greve geral a partir de fevereiro, caso as negociações com o governo não avancem.

No sábado, Bolsonaro disse a jornalistas após uma reunião com o Procurador Geral da União, Bruno Bianco, que a reserva de R$ 1,7 bilhão realmente existe, mas que “o reajuste não é garantido para ninguém”. Os policiais já falam em “traição” por parte do presidente.

A Ministro da Economia Paulo Guedes, voltou de férias em meio a essa pressão. auditores de IRS, por exemplo, eles entregaram seus cargos comissionados na semana passada como forma de protesto.

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