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Uma iniciativa promovida por professores, alunos e trabalhadores da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo vai constituir no dia 25 de novembro um júri simulado para julgar os crimes do governo Jair Bolsonaro no pandemida Covid-19.

O “tribunal do genocídio”, como está sendo chamado, será realizado no Teatro Tuca e contará com a presença do desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) Kenarik Boujikian, que atuará como magistrado no julgamento, do procurador adjunto, já foi confirmado. -Geral da República aposentada Débora Duprat, que fará a acusação, e o advogado criminal Fábio Tofic Simantob, encarregado da defesa.

Os organizadores do evento simbólico fazem parte do Coletivo Professor André Naveiro Russo – nome dado em homenagem ao professor da PUC-SP que faleceu em junho deste ano em decorrência do Covid-19. A iniciativa tem apoio da reitoria da instituição e será veiculada pela TV PUC.

“O genocídio não pode ficar impune. Enquanto não é possível instalar um processo real, a comunidade universitária da PUC-SP, com o objetivo de chamar a atenção da opinião pública, decidiu organizar o Tribunal de Opinião e realizar julgamento público da política da administração pública federal ”, afirma, em nota, a organização do evento.

“A grande maioria das vítimas morr3u* porque os responsáveis ​​pela administração pública federal adotaram uma política de negação, irresponsável e desumana”, continua.

Essa será a primeira oportunidade para Kenarik Boujikian presidir um julgamento após sua aposentadoria do TJ-SP, em 2019. “Sinto-me honrada em retornar à PUC”, diz ela na coluna. O jurista formou-se na instituição em 1984.

“É um julgamento necessário, e esperamos que mais tarde também seja realizado pelos Órgãos competentes, organismos nacionais ou internacionais”, afirma Boujikian.

Tofic Simantob, por sua vez, foi presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) e atuou por dez anos no Tribunal do Júri, colegiado popular que tem competência para julgar crimes dolosos ou dolosos contra a vida.

“O evento é uma grande oportunidade para debatermos o assunto e levantarmos vários aspectos criminais que permeiam o caso”, afirma Tofic à coluna.

As organizações da sociedade civil poderão nomear auxiliares para o Ministério Público e apresentar as razões de facto e de direito até 24 de novembro. O julgamento público e presencial acontecerá no dia 25 de novembro, das 8h30 às 12h, em Tuca.

Na ocasião, serão apresentados os factos, ouvidas testemunhas e apresentadas provas que, segundo os membros do Coletivo Professor André Naveiro Russo, poderão ser remetidas às autoridades competentes.

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