'Não é para usar' kit Covid, diz novo chefe do Programa Nacional de Imunizações


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“Há evidências científicas de que eles não funcionam. Desta forma, não é para usar. Pronto ”, disse, ao g1 na manhã desta quarta-feira (4), logo logo após ser oficialmente nomeado para o cargo.

Graduado em medicina pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Gurgel possui mestrado e doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade de São Paulo. Hoje em dia é professor titular de Pediatria e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFS.

Além disto, atua como investigador do Instituto Butantan no estudo da vacina tetravalente contra a dengue, e nas pesquisas a aplicação de vacinas em crianças, com ênfase na imunização contra o rotavírus.

Gurgel diz que o Programa Nacional de Imunização precisa ser “resgatado” e cita a queda na cobertura de imunização contra outras doenças além da Covid como motivo de preocupação.

“Passamos quase 10 anos sem sarampo e tivemos outra vez. Isso não pode. Todas essas doenças evitáveis ​​por vacinas tendem a ser reduzidas, a desaparecer. Não pode faltar vacinação, os centros de saúde não podem deixar de fornecer as vacinas na hora certa. Toda condição em que a pessoa está vinculada ao trabalho público de saúde é uma oportunidade para a vacinação. Vou tentar colocar isso como mote para que o PNI recupere a sua potência ”, disse.

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A ideia é que, ao procurar um posto de saúde, o usuário seja avisado sobre as vacinas básicas disponíveis.

“Ter uma atitude pró-ativa no sentido de que as pessoas sejam incentivadas a atualizar sua caderneta de vacinação e achem fácil fazê-lo”.

O novo chefe do PNI defende a vacinação de crianças contra a Covid quando houver admissão de um imunizante para essa faixa etária – hoje em dia, o Brasil tem uma vacina aprovada só para maiores de 12 anos.

“Imagino que em breve teremos essa admissão. E diante disso sozinho temos que estendê-la. Como tudo indica, já existem alguns estudos de segurança de fase 2 que mostram que é seguro e tem uma boa resposta imunológica. , responde da mesma forma a adolescentes, responde da mesma forma que adultos com boas respostas imunológicas a Covid. Agora há um estudo mais extenso, fase 3, que prova que a vacina é eficaz e segura para uso. ”

O novo coordenador acredita que a vacina é o caminho para a imunidade coletiva. Em junho deste ano, o presidente Jair Messias Bolsonaro chegou a dizer que a contaminação é melhor do que a vacina no caso da Covid, que é questionada por especialistas.

“Cada imunizado é relevante, contudo a imunidade coletiva, ou como algumas pessoas chamam, imunidade coletiva, é fundamental para que a doença deixe de existir.

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