Ouro fecha em alta pela 4ª sessão seguida, com riscos de recessão | Finanças


Os preços do ouro fecharam em alta pela quarta sessão seguida, nesta terça-feira (24), ampliando os ganhos recentes, depois de atingirem o nível mais alto em duas semanas ontem. O metal precioso é beneficiado pela queda do dólar e pela busca por proteção em ativos seguros, diante dos temores de uma possível recessão mundial.

Ao final da sessão regular, na Comex, o contrato futuro do ouro para junho fechou em alta de 1,0%, a US$ 1.865,40 por onça-troy, enquanto o contrato futuro mais ativo, com vencimento em agosto, subiu 0,92%, a US$ 1.871,70 por onça-troy.

Na agenda econômica do dia, a prévia deste mês do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostrou que a atividade se expandiu num ritmo mais lento em vários meses, refletindo os efeitos da inflação elevada, a escassez contínua na oferta e certo abrandamento na demanda.

Além disso, as vendas de casas novas nos EUA em abril também caíram, pelo quarto mês consecutivo, para os níveis mais baixos desde o início da pandemia, em meio à alta nos preços de moradias e às taxas de hipoteca mais elevadas

Vale lembrar que o ouro é tido como uma reserva segura de valor em tempos de crise econômica. O metal precioso vem se recuperando depois de atingir uma mínima de três meses no início de maio, beneficiado também pelo recuo no rendimento (yield) do Treasury de 10 anos (T-note), depois de avançar à máxima em três anos e meio, acima de 3,2%.

Por volta das 15h, o índice DXY caía 0,30%, aos 101.77 pontos, enquanto o yield da T-note estava em 2,753%, de 2,860% na sessão anterior.


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