Policial Criminal da Unidade Materno Infantil do RJ comemora expectativa de ser ‘mãe de farda’ aos 44 anos

Policial Criminal da Unidade Materno Infantil do RJ comemora expectativa de ser 'mãe de farda' aos 44 anos


A barriga de grávida é a realização de um sonho antigo da polícia criminal Carmem Lúcia Freitas Silva, 44 anos. Sorridente, a servidora trabalha na Unidade Materno Infantil do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.

Mas os desafios da “mãe de farda” vão além de supervisionar, vigiar e amparar os presos na unidade prisional. A policial criminal disse que a maior batalha que enfrentou até agora começou há seis anos, quando decidiu realizar o sonho da maternidade.

Para Carmem, o trabalho árduo e sensível dentro de um presídio destinado às mães encarceradas, de certa forma, a possibilitou para a “missão” que logo chegaria.

1 de 1 Carmen Lúcia, mãe com uniforme da Seap — Foto: Divulgação/Seap

Carmen Lúcia, mãe com uniforme da Seap — Foto: Divulgação/Seap

“Trabalho com gestantes e lactantes há dois anos. Hoje, entendo que o plano de Deus me preparou para o que estava por vir”, disse o policial criminal.

Carmen Lúcia recorreu à fertilização in vitro, uma escolha feita com base na dificuldade de engravidar por outros métodos. Mesmo assim, foram necessárias três tentativas para que o embrião se vingasse. Grávida há seis meses, a policial aguarda Ryan.

Família e fé foram essenciais, segundo o servidor. Ela também destaca o apoio dos colegas de profissão, que incluiu apoio emocional, psicológico e até financeiro, com um “gatinho” que ajudou a pagar a fertilização.

“Sou muito grato pelo meu trabalho. Tive ajuda de amigos da Seap [Secretaria de Administração Penitenciária] que fez uma vaquinha online para me ajudar no tratamento”, comemorou.

Empolgada, Carmen Lúcia acredita que a fama de ser “dura” no trabalho pode mudar com a maternidade.

Na Unidade Materno-Infantil, o policial acompanha detentas que passam o tempo amamentando com crianças nascidas no sistema prisional. Após esse período, os bebês são encaminhados para suas famílias.

A empregada disse que presenciar essa ruptura, agora como mãe, vai gerar um “sentimento diferente” nela.

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