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Foto: Mayke Toscano / Secom-MT

Dados do INPE e Imazon revelam aumento significativo nas taxas de desmatamento e queimadas tanto na Amazônia quanto no Cerrado

Foto: Mayke Toscano / Secom-MT

A Comissão de Meio Ambiente do Senado (CMA) promove nesta sexta-feira, 14, a partir das 10h, audiência pública para avaliar a política climática implementada pelo governo federal, especialmente relacionada à prevenção e controle do desmatamento e queimadas nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal .

O objetivo da audiência, proposta pelos senadores Jaques Wagner (PT-BA), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jayme Campos (DEM-MT), é identificar falhas e omissões e propor recomendações.

Os parlamentares lembram que o problema do aquecimento global é uma emergência global, que tem aumentado a frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos, causando tempestades tropicais, inundações, ondas intensas de calor e frio, secas prolongadas, furacões, tornados e tsunamis.

“Tudo isso tem gerado graves consequências para as populações humanas, para os ecossistemas naturais e para a produção de alimentos e disponibilidade de água em todo o mundo”, afirmam no pedido.

Os senadores destacam ainda que o Estado brasileiro participa há várias décadas dos esforços internacionais para enfrentar o problema do aquecimento global.

“Todo esse trabalho culminou com o estabelecimento da Política Nacional de Mudanças Climáticas (Lei 12.187 de 2009), na qual o país assumiu a meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa de 36,1% para 38,9%, em relação a um cenário de tendência projetado para 2020 Além disso, o Brasil assinou o Acordo de Paris, se comprometendo, perante a sociedade brasileira e o mundo, a reduzir suas emissões em 37% até 2025, em relação a 2005, e apontou uma redução de 43% em 2030 em relação ao mesmo ano. Entrou em vigor em 2016 e propõe iniciar em 2020 uma espécie de esforço global para estabilizar o aquecimento da Terra bem abaixo de 2 ° C neste século, buscando limitá-lo a 1,5 ° C ”.

Desmatamento e incêndios

Dados dos últimos dois anos do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) revelam um aumento significativo nos índices de desmatamento e queimadas tanto na Amazônia quanto no Cerrado, apontam os senadores. A situação também é grave no Pantanal, que nos últimos dois anos sofreu com incêndios que já afetaram pelo menos 30% de todo o bioma.

Amazonas

Na Amazônia, uma área equivalente a cinco vezes o tamanho de Belo Horizonte foi desmatada apenas em agosto, atingindo a maior taxa daquele mês em uma década.

Com isso, o acumulado desde janeiro de 2021 também foi o pior do período, apontam dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Com 1.606 km² de floresta destruída, agosto foi o quinto mês deste ano em que o desmatamento atingiu o pior cenário desde 2012. Março, abril, maio e julho também tiveram a maior área de floresta destruída em 10 anos, o que indica que as medidas tomadas para combater a exploração madeireira não foram suficientes para reduzir o ritmo dos danos ambientais.

Mudanças climáticas

Às vésperas da COP26, conferência sobre mudanças climáticas que será promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em novembro, na Escócia, o CMA quer dar continuidade ao trabalho contínuo de “controle sobre as ações e omissões do Poder Executivo em relação a esse clima político, principalmente o combate ao desmatamento e às queimadas na Amazônia, Cerrado e Pantanal ”.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Fernando Silveira Camargo, é um dos convidados do debate.

Representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ​​(Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Fundação Nacional do Índio também participarão da audiência pública . (Funai) e Tribunal de Contas da União (TCU).

Como participar

O evento será interativo. O público pode enviar dúvidas e comentários por meio da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou do Portal e-Cidadania. As mensagens podem ser lidas e respondidas por senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser utilizada como atividade complementar de tempo em um curso universitário, por exemplo.

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