» Siga o MELHOR conteúdo do @radialistapessoa no Instagram e fique por dentro de tudo que acontece em sua cidade.

(Rmcarvalho / Getty Images)

SÃO PAULO – Em um dia com a agenda econômica vazia no mercado local, a atenção dos investidores está na participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em palestra sobre o cenário macroeconômico. O mercado também acompanha de perto a ideia de usar o PEC precatório para estender a ajuda emergencial, o que levanta preocupações sobre os riscos fiscais.

Já no cenário externo, o destaque fica por conta da apresentação dos dados de inflação dos Estados Unidos, em meio à redução dos estímulos dos bancos centrais, gargalos nas cadeias produtivas e desaceleração econômica.

Nesse contexto, o mercado de títulos públicos opera sem rumo definido na manhã desta sexta-feira (1). Isso ocorre porque os papéis prefixados mostram uma ligeira queda ou são negociados perto da estabilidade, enquanto os títulos indexados à inflação mostram uma ligeira alta.

Na primeira atualização do dia, a remuneração dos títulos de rentabilidade prefixada com vencimento em 2026 era de 10,52%, em linha com os 10,53% aa da sessão anterior.

Os juros pagos sobre o título prefixado com vencimento em 2031, por sua vez, caíram de 11,13% ao ano para 11,10% na abertura das negociações.

Entre os títulos atualizados por índice de preços, a taxa de juros real oferecida pelo IPCA + Tesouro, com vencimento em 2040 e pagamento de juros semestrais, foi de 4,97% ao ano, ante 4,93% registrados na sessão anterior. A rentabilidade real do Tesouro do IPCA com vencimento em 2055 e pagamento de juros semestrais foi de 5,02% ao ano, contra 4,99% ao ano na tarde de quinta-feira (30).

Confira os preços e taxas atualizadas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto na manhã desta sexta-feira (1):

Taxas de tesouraria direta
Fonte: Tesouro Direto

BC, combustíveis e PEC de ordens judiciais

Aqui no Brasil, o foco dos investidores está na palestra de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, que comenta o cenário macroeconômico, às 11h.

O mercado também segue acompanhando as discussões entre Legislativo e Executivo sobre os preços dos combustíveis. Ontem (30), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu a votação de um projeto de lei que fixa o ICMS cobrado sobre os combustíveis nos Estados e falou sobre a possibilidade de criação de um fundo que possa amortecer a oscilação dos preços dos combustíveis.

“Criar um fundo regulatório. Vendo o lucro da Petrobras, aquele que vem para o governo federal, para nós ninguém vai colocar as mãos em nada. Será que esse dinheiro da Petrobras que chega até nós vai ser, estou perguntando, vai ser, não estou dizendo que é um lucro bilionário, não podemos nos converter e ir para esse fundo regulatório? ”, Questionou Bolsonaro.

A afirmação foi feita ontem (30) durante transmissão semanal do presidente em suas redes sociais.

Na ocasião, o representante do país disse ainda que já havia recebido o sinal de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, de que está trabalhando para votar o projeto de lei complementar que trata do ICMS e prevê um preço fixo taxa para o imposto.

Ainda em linha com a alta de preços, reportagem de capa do jornal O Globo diz que o governo está considerando a criação de um vale-gás para famílias de baixa renda, especialmente para beneficiários do Bolsa Família. A mudança ocorre depois que a Petrobras aprova um programa de R $ 300 milhões para subsidiar o GLP para famílias pobres.

Os jornais também continuam fazendo eco à ideia, defendida pelo governo, de usar a PEC do precatório para estender o socorro emergencial. A proposta, porém, não é consensual, ainda mais no Ministério da Economia, onde encontra resistência explícita.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal O estado de são paulo, Bruno Funchal, Secretário Especial do Tesouro e Orçamento, teria dito numa reunião com investidores que não iria assinar qualquer medida no sentido de utilizar o PEC para alargar o auxílio.

radar externo

No cenário internacional, o mercado acompanha os dados de inflação vindos dos Estados Unidos. O índice PCE (Personal Consumption Expenditure) dos Estados Unidos cresceu 0,4% em agosto em relação a julho. Em 12 meses, a expansão foi de 4,3%.

Esse indicador de inflação é um dos mais monitorados de perto pelos membros do Federal Reserve, que é o banco central dos EUA, e é um guia importante para prever mudanças na política monetária da maior economia do mundo.

O núcleo do PCE, que exclui alimentos e combustíveis, ficou em 0,3%, ligeiramente acima do nível esperado de 0,2%, de acordo com a mediana das projeções de economistas compiladas pela Refinitiv. Na comparação anual, essa expansão foi de 3,6%, em linha com as expectativas.

Também nos Estados Unidos, foi descartada a possibilidade de paralisação de parte do governo pelo menos nos próximos dois meses. Isso porque tanto o Senado quanto a Câmara dos EUA aprovaram um projeto de lei de curto prazo que deve manter o governo até 3 de dezembro. O texto foi assinado ontem à noite (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Na Ásia, os estoques recuaram nesta sexta-feira (1). O Nikkei do Japão teve as maiores perdas, 2,31%. O sentimento entre os fabricantes do país melhorou nos três meses encerrados em setembro, de acordo com o índice tankan trimestral do Japão, divulgado na sexta-feira. O índice marcou 18 pontos, ante 14 no trimestre anterior.

Especialistas certificados das maiores corretoras do Brasil ensinam como ir do básico à crescente receita extra negociando como um operador de bolsa de valores. Cadastre-se gratuitamente.


.

Deixe uma resposta