Vai comprar o presente de Dia das Mães online? Confira como evitar golpes

Vai comprar o presente de Dia das Mães online?  Confira como evitar golpes


Na contagem regressiva para o Dia das Mães, ataques como phishing — que usam sites falsos para roubar informações das vítimas — estarão em ascensão, alertam especialistas em área de cibersegurança.

O roubo de dados de cartão de crédito, uma das ameaças mais comuns na internet, deve ser o foco dos ataques aos consumidores. É o que destaca Caio Telles, CEO da BugHunt, uma plataforma de recompensas para identificação de falhas de segurança.

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“Os cibercriminosos usam datas como o Dia das Mães para aplicar golpes, já que grande parte da população movimenta o comércio nesse período”, explicou. “Explorando isso, os cibercriminosos carregam clones de sites famosos, ou mesmo novos sites, como se fossem lojas virtuais reais, mas com o único objetivo de aplicar golpes, seja roubando informações pessoais e financeiras, como também recebendo valores e não enviando os produtos alegadamente. adquiridos”, acrescentou o executivo.

As empresas também estão na mira dos cibercriminosos

A tendência é que haja um aumento de ciberataques neste período. Imagem: wk1003mike/Shutterstock

Para Denis Riviello, Head de Cibersegurança da Compugraf, com base nos últimos anos, a tendência é de aumento de ciberataques próximo à data comemorativa.

“Toda e qualquer categoria de negócios, especialmente o comércio eletrônico, pode ser vítim*. Ninguém está seguro”, comenta. “Quanto maior a demanda no universo virtual, maior o número de fraudes e ataques, por isso a preocupação com a segurança no ambiente digital deve ser redobrada para ambos os lados: consumidores e varejistas”, completa.

Já para Fábio Freire, CEO da FindUP, especializada em atendimento na área de tecnologia, em datas como esta, é importante que as empresas também estejam atentas e preocupadas com as áreas de TI e infraestrutura, evitando assim possíveis ataques.

“Realizar a manutenção preventiva em computadores, softwares e hardwares antes do pico de vendas é fundamental para evitar que varejistas e seus clientes sofram com ações cibernéticas”, argumenta.

Diante desse cenário, especialistas listaram algumas recomendações para evitar cair em armadilhas nessa época do ano.

Sempre verifique se uma página é verdadeira

“Neste caso, o consumidor está em busca de bons negócios e oportunidades. Dessa forma, os cibercriminosos podem fazer upload de sites ou realizar ataques de phishing para explorar essa condição”, explica Caio Telles. loja”, destaca.

Também é importante que os consumidores façam compras em sites e lojas conhecidas. O Procon, incluindo mantenha uma lista atualizado com sites não confiáveis.

“Recomenda-se consultar a lista antes de efetuar qualquer compra. Também é importante que o consumidor visite o site principal para verificar possíveis ofertas recebidas por outros meios, como e-mail. Os consumidores costumam receber informações sobre promoções por e-mail, mas são phishing, que os direcionam para sites que são clones maliciosos das lojas”, enfatiza o executivo.

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Cuidado com valores muito baixos e promoções nas redes sociais

Telles alerta que os consumidores devem verificar se os perfis nas redes sociais que estão promovendo sorteios ou descontos são originais.

“Promoções falsas com perfis falsos são muito comuns. O objetivo é coletar informações das vítimas/consumidores e também aumentar o número de seguidores desses perfis falsos”, explica. Além disso, o consumidor deve sempre observar se o preço ofertado está muito abaixo dos concorrentes.

Para isso, a recomendação é utilizar sites de comparação de preços conhecidos, como Google Shopping, Zoom e Buscapé.

Verifique a origem dos e-mails

Denis Riviello reforça que, ao receber um e-mail de lojas ou promoções, é preciso ficar atento ao remetente. “Vale a pena pesquisar no Google ou no site da marca se esse endereço de e-mail existir”, explica.

Fique atento à forma de pagamento

Uma dúvida que ainda é muito comum, mesmo entre os fãs de compras online, é em relação à forma mais segura de realizar pagamentos.

“Atualmente, o método mais seguro continua sendo o cartão de crédito. Mas aplicativos de ‘Carteira Digital’ como Paypal, PicPay e afins também são uma opção muito interessante. Caso o usuário tenha algum problema com a compra, pode entrar em contato com a empresa responsável pelo pagamento, que dispõe de recursos para minimizar o problema”, explica Riviello.

Por último, mas não menos importante, Riviello alerta que as redes públicas de acesso à internet não são adequadas para realizar nenhuma transação financeira. “Como não há proteção, como senhas de acesso, o alto fluxo de pessoas conectadas é um prato cheio para os cibercriminosos. É preciso evitar qualquer compra nesse cenário”, conclui.

No final das contas, toda atenção é pouca, já que somente no primeiro semestre do ano passado, os brasileiros sofreram mais de 16,2 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, revelou levantamento da empresa de segurança cibernética Fortinet.

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