Vereadora defende renda municipal para enfrentar a pobreza menstrual


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Vereadora defende renda municipal para enfrentar a pobreza menstrual (Foto: Ascom)

Na sessão da Câmara Municipal de Aracaju desta quinta-feira, 14/10, a vereadora Professora Ângela Melo (PT) enfatizou a necessidade de políticas públicas de transferência de renda para as mulheres mais vulneráveis. Uma dessas políticas possíveis é a Renda Básica Municipal, proposta feita por Ângela desde o início de seu mandato, mas que até agora não teve cargo da Prefeitura.

“Quando falamos em pobreza menstrual, estamos falando de um conjunto de desigualdades e vulnerabilidades articuladas. Não é por acaso que as meninas que já deixaram de frequentar a escola por falta de absorvente são filhas e netas de mulheres que vivem em condições precárias de moradia e saneamento e que estão sem trabalho e renda ”, disse a professora Ângela Melo.

Um estudo de 2018 mostrou que, no Brasil, 25% dos alunos já faltaram às aulas por não possuírem materiais de higiene íntima. Ao mesmo tempo, 20% das adolescentes no país não têm água potável em casa e 200 mil estudam em escolas com banheiros precários, o que dificulta ainda mais o manejo da higiene menstrual.

Outra pesquisa importante, o relatório “Grátis para Menstruar”, divulgado este ano, estima que uma pessoa que menstrua gasta entre R $ 3 mil e R $ 8 mil ao longo da vida comprando absorventes internos.

“Enquanto isso, nós, mulheres, perdemos quase cinco trilhões de reais de renda só no ano passado e 64 milhões de mulheres perderam seus empregos em 2020 em todo o mundo”, lembrou Angela.

Durante seu discurso na sessão do CMA, a parlamentar também repudiou a decisão do governo Bolsonaro de vetar a distribuição gratuita de absorventes internos para mulheres vulneráveis, mulheres sem-teto e meninas de famílias de baixa renda que estudam em escolas públicas. na véspera do Dia das Crianças esta tem sido a mensagem do Bolsonaro para todas as meninas brasileiras ”, disse.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Conselheiro

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